PAC 2 teve aumento de 66% no ritmo de execução

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Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado hoje (22) pelo governo, revela o aumento de 66% na execução orçamentária entre junho e setembro de 2011. Neste período, foram concluídas, por exemplo, as obras de construção das hidrelétricas de Estreito (MA) e Dardanelos (MT), de duplicação e adequação de 494 quilômetros de rodovias, e de implantação de quatro módulos operacionais de passageiros nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos (SP), Vitória (ES) e Goiânia (GO).

Esses empreendimentos integram os 11,3% já concluídos do total previsto até 2014, informou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Segundo ela, os investimentos no PAC, que incluem recursos do Orçamento Geral da União, estados, municípios, estatais e setor privado, alcançaram, este ano, R$ 143,6 bilhões ou 15% do total previsto para o período de 2011 a 2014.

Em 2011, houve um aumento de 22% no volume de pagamento em comparação com o mesmo período de 2010, ano de melhor desempenho do PAC.

“Aceleramos a execução do PAC nesses últimos três meses. Tivemos um desempenho bastante importante para o período”, disse a ministra Miriam Belchior.

Em setembro de 2011, o monitoramento do PAC indicava que 72% das ações de transportes, energia, mobilidade urbana, Luz para Todos e recursos hídricos estavam no ritmo adequado, enquanto 10% pediam atenção. O ritmo de 4% das obras foi considerado preocupante.

“O PAC cumprirá seu papel anticíclico. As obras alavancarão a nossa economia, vão garantir a geração de emprego, o aumento da renda no momento de incerteza internacional”, garantiu a ministra.

Cenário econômico – Na apresentação do balanço do PAC 2, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que, apesar das incertezas no cenário internacional, o governo trabalha com uma expectativa de crescimento da economia brasileira entre 4% e 5% em 2012. Para 2011, o Ministério da Fazenda acredita que o crescimento do PIB será moderado e deve alcançar 3,8%

“Há muita incerteza sobre o que vai acontecer. Vislumbramos um cenário de desaceleração do crescimento nos Estados Unidos e de recessão na Europa, mas sem a crise que atingiu os países em 2008. No Brasil, a aceleração do crescimento deve ser de 4% a 5%”, defendeu Nelson Barbosa.

Um dos motivos, segundo ele, é o PAC, que protege a economia brasileira dos efeitos da crise internacional.

O PAC é uma diferença que o Brasil tem relação ao resto do mundo.

No balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o governo anunciou hoje (22) a conclusão das obras de construção e duplicação de aproximadamente 500 quilômetros de rodovias, de implantação de módulos operacionais de passageiros e outros empreendimentos em seis aeroportos, e de dragagem, ampliação e recuperação em cinco portos. Essas obras foram finalizadas entre julho e setembro de 2011 e fazem parte dos 11,3% já concluídas do total previsto até 2014.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, também avançaram o Trecho Sul da Ferrovia Norte-Sul, que tem 1,3 mil quilômetros em obras, e a Nova Transnordestina, com as obras de 847 quilômetros em andamento.

“Os empreendimentos estão passando por reavaliação. Alguns já tiveram seus valores alterados em função de ajustes de projetos. Outros permanecem em análise”, explicou o ministro Paulo Sérgio.

Nos aeroportos, foram implantados módulos operacionais de passageiros em Guarulhos e Viracopos (SP), Vitória (ES) e Goiânia (GO). No caso de Guarulhos, a obra permitiu a ampliação da capacidade do aeroporto em 1 milhão de passageiros por ano.

O governo também incluiu no balanço do PAC 2 o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), que teve um ágio de 229%. Já a concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Viracopos e Guarulhos teve o estudo técnico encaminhado, em outubro, ao Tribunal de Contas da União.

Obras em cinco portos também foram concluídas em 2011, sendo que no Rio de Janeiro foi finalizada a primeira fase da dragagem de aprofundamento. O governo também anunciou a conclusão da primeira fase do Porto sem Papel em Santos (SP), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ) com o desenvolvimento dos sistemas concentrador de dados portuários. O objetivo é reduzir a burocracia na atracação, liberação e desatracação de navios, além de acelerar o processamento das cargas.

De acordo com o balanço divulgado hoje pelo governo, 77% das obras no eixo transportes têm o ritmo considerado adequado, sendo que 12% requerem atenção. A situação de 6% das obras é preocupante neste eixo.

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