Frase, Oração, Período

Frase

É um enunciado de sentido completo, a unidade mínima de comunicação. A parte da gramática que descreve as regras segundo as quais as palavras se combinam para formar frases denomina-se Sintaxe.

Frase e Oração

A frase pode contar uma ou mais orações.

Contém uma só oração quando:

– apresenta uma só forma verbal, clara ou oculta

O homem trabalhou com dificuldades.

Na cabeça, aquele penacho esvoaçante.

– duas ou mais formas verbais, integrantes de uma locução verbal

Comecemos a viver hoje!

Pode rir…

Contém mais de uma oração, quando há nela mais de um verbo (forma simples ou locução verbal), claro ou oculto:

Escuto a música dela | e meu coração se alimenta de esperança.

Vivo, | quase vivo; | quase morro, | enquanto espero.

Você é minha razão; | sua beleza, minha loucura.

A Locução Verbal é um conjunto formado de um Verbo Auxiliar + Verbo Principal (Ex.: Eu vim a ser um poeta). O primeiro pode vir de forma finita (indicativo, imperativo, subjuntivo) ou nominal (infinitivo ou gerúndio) e o segundo sempre vem numa forma nominal.

Oração e Período

Período é a frase organizada em oração ou orações. Pode ser:

– Simples, quando houver uma só oração

Os gatos pedem comida.

O marido lhe pediu mais atenção.

– Composto, quando formado de duas ou mais orações

A casa era pequena, | no quarto mal cabia uma cama.

Fumava demais, | o cinzeiro já estava cheio.

O período termina sempre por uma pausa bem definida (ponto final, exclamação, interrogação, reticências e, algumas vezes, dois pontos).

Termos Essenciais

Sujeito (sobre o qual se faz uma declaração) e Predicado (tudo aquilo que se diz do sujeito) são termos essenciais da oração.

Manoel e Raquel | foram muito bem na prova.

Nem sempre, vêm materialmente expressos.

Estudaram com afinco!

Na frase acima, o sujeito de ‘estudaram’ é ‘Eles’, apenas pela desinência verbal. Em…

Bons alunos, Manoel e Raquel.

…é a forma verbal ‘são’ é que está subentendida. As orações em que falta um termo essencial são chamadas Elípticas. Assim, diz-se que o sujeito ou o predicado estão elípticos.

O Sujeito pode ser:

– Simples, quando tem um só núcleo

Eu quero vencer na vida.

– Composto, quando tem mais de um núcleo

Eu e meus amigos vamos passar o feriado em Cancún.

Desejam-lhe boa sorte os familiares e amigos mais próximos.

É melhor deixar o passado para trás e concentrar-se no futuro.

Dizia-se que mundo é infinito demais e que as consciências não davam conta.

– Oculto

Estava boquiaberto. —-> Ele

Raquel mora no Leblon; no passado, morava na Barra. —-> o sujeito da segunda oração é Raquel.

– Indeterminado, quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada ou, por se desconhecer quem executa ação, ou por não haver interesse no seu conhecimento.

Come-se muito bem nos restaurantes a quilo.

Falava-se baixo para não acordar o bebê.

– Orações sem sujeito

Chove na Cidade Maravilhosa.

Anoiteceu!

Faz um calor tremendo.

Há requinte em cada esquina de Paris.

Faz mais de dois anos que começamos o projeto.

Era verão nos Mares de Morros.

Como podia haver tanta gente morando ali?

O predicado por ser:

– Nominal, quando formado por um verbo de ligação + predicativo

Marcelo era um profissional notável.

A mãe de Raquel é católica praticante.

Minha madrasta esteve entre a vida e a morte por três semanas.

Você anda um pouco estranha.

Ele ficou perturbado.

Eu continuo confiante.

Você parece tranquila.

Os Verbos de Ligação (Copulativos) estabelecem a união entre duas palavras ou expressões de caráter nominal. Não trazem propriamente ideia nova ao sujeito; funcionam apenas como elo entre este e seu predicativo.

– Verbal, quando tem como núcleo (elemento principal da declaração que se faz do sujeito) um verbo significativo

Uma grossa neblina desceu.

Ela me elogiou.

Vou ver o doente. —> Verbo transitivo direto

Perdoem ao pobre tolo. —> Verbo transitivo indireto

Meu sucesso vai trazer alegria à família. —> Verbos simultaneamente transitivos diretos e indiretos

– Verbo-Nominal, quando não são apenas os verbos de ligação que se constroem com predicativo do sujeito, mas também verbos significativos

Dormi satisfeito.

Ela saiu da aula encantada com aquele pedaço de mau caminho.

Entramos concurseiros e saímos como diplomatas.

Termos Integrantes

O Complemento Nominal vem ligado por preposição ou substantivo, ao adjetivo ou advérbio cujo sentido integra ou limita. A palavra que tem o seu sentido completado ou integrado encerra “uma ideia de relação e o complemento é o objeto dessa relação”.

A parte mais difícil é a espera da prova.

Ela tinha orgulho de seus feitos.

Estou com vontade de desinventar os termos integrantes.

Os Complementos Verbais são:

– Objeto Direto, o complemento de um verbo transitivo direto, ligado ao verbo sem preposição, que indica o ser para o qual se dirige a ação verbal

Vamos conhecer o mundo inteiro.

A imprensa reconhecerá nosso valor.

Ele tem um quê de inexplicável.

– Objeto Direto Preposicionado, geralmente regido da preposição ‘a’ (em verbos que exprimem sentimentos, para evitar ambiguidade)

Não amo a ninguém.

– Objeto Direto Pleonástico, quando se quer chamar atenção para o Objeto Direto que precede o verbo, e o repete (em sua constituição sempre entra uma pronome pessoal átono)

Desculpas cria-as o tempo todo.

A mim, ninguém me preserva.

– Objeto Indireto, o complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, se complementa ao verbo por meio de preposição

Ela acreditava no porvir.

Afaste-se dos maus elementos.

Ela emprestou cem reais ao compadre.

Não se esqueça de que o céu é o limite. —> oração substantiva objetivo indireta

Entregou-se aos estudos e à reflexão de grandes temas.

– Objeto Indireto Pleonástico, com a finalidade de realce

A mim ensinou-me tudo.

O Predicativo do Objeto pode modificar tanto o Objeto Direto quanto o Indireto (só aparece no Predicado Verbo-Nominal)

Eu os considero obstinados.

Chamo-me Manoel.

Somente com o verbo ‘chamar’ pode ocorrer o Predicativo do Objeto Indireto. Com os outros verbos (crer, eleger, estimar, fazer, considerar etc) ele é sempre um modificador do Objeto Direto.

O Agente da Passiva é o complemento que, na voz passiva com auxiliar, designa o ser que prativa a ação sofrida ou recebida pelo sujeito. É um complemento verbal normalmente introduzido pela preposição ‘por’ (ou ‘per’) e, algumas vezes por ‘de’.

A redação foi escrita por Raquel Mendes.

Termos Acessórios

O Adjunto Adnominal é o termo de valor adjetivo que serve para especificar ou delimitar o significado de um substantivo, qualquer que seja a função desse.

Os gregos devem fazer um ajuste duríssimo.

Obama se demonstrou não ser um homem de pulso. —> Locução adjetiva

O ovo é a cruz que a galinha carrega na vida.

Minha família em nada se parece com a sua.

Vários talagões se exercitavam na praia.

Dilma demitiu seis ministros.

O Adjunto Adverbial é um termo de valor adverbial que denota alguma circunstância do fato expresso pelo verbo, ou intensifica o sentido deste, de um adjetivo ou de um advérbio.

No grupo não tem depressão ou desânimo.

Ele irá curar a doença corajosamente.

Lá em cima os anjos rezam por nós.

Estudemos até que assunto se esgote. —> Oração adverbial

Terminamos quando o sol se pôs.

Os Adjuntos Adverbiais podem ser de:

– causa

Não há paz por causa da má vontade.

– companhia

com Deus, minha filha!

– dúvida

Talvez ganharemos na Megasena.

– fim

Estudamos para passar!

– instrumento

Escrevo com a caneta da sorte.

– intensidade

Alguns países se ressentem muito da falta de uma política monetária independente.

– lugar aonde

Chegaremos aonde quisermos se fizermos o que precisamos.

… e muitos outros.

O Aposto é o termo de caráter nominal que se junta a um substantivo, a pronome, ou a um equivalente destes, a título de explicação ou de apreciação.

Eles, os países endividados, foram irresponsáveis no passado.

Papai, louco de pedra, era um homem maravilhoso.

A cidade do Rio de Janeiro sediará as Olimpíadas.

A rainha Elizabeth olhava Diana com uma carranca lastimável.

O clima de Petrópolis faz bem ao pulmão.

Só lhe imponho uma condição: que não me fale mais do seu passado.

Todos me ensinam sobre a vida: os amigos, os irmãos, a família e os colegas.

O aposto tem o mesmo valor sintático do termo a que se refere.

O Vocativo serve apenas para invocar, chamar ou nomear, com ênfase maior ou menor, uma pessoa ou coisa personificada. Não está subordinado a nenhum outro termo da frase.

Chuchu, nos vemos mais tarde…

Ó vida ensolarada, que bom é viverte de vez em quando!

 

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