Processo Político na Década de 1920

A partir da década de 20, expansão da classe média urbana –> fim da República Oligárquica e início da República Liberal. Demandas:

  • educação
  • voto secreto
  • jurtiça eleitoral

Ajustes entre oligarquias apareceram na sucessão de Epitácio Pessoa. Borges de Medeiros denuncia política do café-com-leite. Pernambuco, Rio de Janeiro e mais 6 estados apresentam condidatura do Nilo Peçanha.

Aparece a insatisfação militar…

Tenentismo

Em 1921, o Clube Militar é fechado com base na lei que proibia associações nocivas à sociedade. Evento das cartas falsas procura indispor Artur Bernardes e Forças Armadas. Em 1922, governo manda prender Hermes da Fonseca.

Surge o movimento Tenentista.

  • 18 do Forte (1922): Revolta contra a repressão do Clube Militar
  • Revolta de 1924 de São Paulo: mais bem organizada, para derrubar Artur Bernardes que simbolizada a oligarquia odiosa. Batalharam em São Paulo e tornaram-se a Coluna Paulista que se encontrou com outra Coluna (que vinha do RS com Prestes) e marcharam o Brasil inteiro à pé no que ficou conhecido como a “Coluna Prestes“. Acabaram refugiados na Bolívia.
  • Revolta do Encouraçado São Paulo (1924)

A Escola Militar da Praia Vermelha havia sido fechada em 1904, pois se revoltava muito. Foi criada a Escola Militar do Realengo que não era Positivista, não se preocupava com a formação do cidadão. Tropas iam treinar na Alemanha (profissionalização).

Política das Salvações (1910) traz o exército de volta, que quer reformar o Brasil pela via autoritária. Eram membros da classe média urbana.

Elites

Artur Bernardes tinha uma relação difícil com militares e governa o tempo inteiro em Estado de Sítio (muito impopular, muito repressivo). Economia também estava em momento complicado pois o governo de Epitácio Pessoa partira para o emissionismo, desvalorizando o câmbio e causando inflação. No meio do governo de Bernardes também, teve que pagar juros novamente conforme negociado no Funding Loan.

Setor cafeeiro sentia-se abandonado, pois o Governo não queria proteger o valor do café. Bernardes decide transferir a defesa para o Estado de São Paulo com o Instituto de Defesa Permanente do Café. O governo paulista faria o controle e as compras no Porto de Santos. Isso acabou com os problemas do café.

Em 1922, dois grupos de uniram e formaram a Aliança Libertadora (união de Chimangos e Maragatos no RGS) para impedir que se reelegesse Borges de Medeiros. Tornou-se o Partido Libertador com o candidato Assis Brasil e foram derrotados. Acusam pleito de fraudulento e começam uma guerra civil. Um ano depois o estado é pacificado com mediação de Artur Bernardes. Borges continua no poder, mas não poderá se reeleger.

Sucessão de Bernardes é tranquila. Assume Washington Luis, com os objetivos de:

  • estabilizar a moeda
  • garantir a conversibilidade de todos meios de pagamento
  • padrão-ouro (não-fiduciária)

Em 1927, Getúlio Vargas (ex-ministro da Fazenda de Washington Luis) se elege no Rio Grande do Sul.

Em 1926, em SP, aparecem pequenos partidos (Liga Nacionalista, Partido Democrático [mais liberal e mais jovem que PRP], Liga da Mocidade). Isso contribui para enfraquecer SP em oposição ao RS que se unira.

Revolução de 1930

Dificil de se prever, pois governo de Washington Luis havia sido tranquila. Ele, todavia, insiste na candidatura do paulista Julio Prestes. Isso empurrou mineiros e gaúchos para um acordo.

Chapa contrária a Prestes era Getúlio Vargas/João Pessoa (Aliança Liberal), com apoio inclusive em SP, cujo programa era:

  • produção geral, não apenas o café
  • contra o esquema de valorização do café
  • não discordava das medidas ortodoxas de WL, mas defendia proteção dos trabalhadores (aplicando a lei de férias, aposentadoria, etc)
  • defesa das liberdades individuais
  • anistia para os tenentes
  • reforma política e eleitoral

Grande comoção em torno da campanha. Explode a crise de 1929, que pegou a cafeicultura de calças arriadas – preços caíram bruscamente, café fica sem saída, cafeicultores gritam por financiamento do BB. WL prioriza o padrão-ouro e se recusa. Onda de descontentamento em SP.

Julio Prestes ganha as eleições. Borges de Medeiros reconhece. Aliança Liberal começa a se desarticular (turma mais jovem – geração 1907 – se aproxima dos tenentes). Luis Carlos Prestes não se une, dizendo-se Socialista Revolucionário.

Conspiração revolucionária não parecia possível até que João Pessoa é assassinado numa confeitaria. Alegou-se crime político, embora fosse passional. JP vira um mártir.

Tenente-Coronel Góis Monteiro ganha destaque.

Revolução estoura em MG e RS. GV se instala num vagão de trem. Presidente é deposto. É o fim da Primeira República.

Não foi feita por nenhuma nova classe social, não pela classe média urbana, tampouco pela burguesia industrial. Eram um quadro heterogêneo das oligarquias. Não houveram grandes rupturas. O poder oligárquico dos Estados perdeu terreno e nasceu um novo Estado, centralizado, com atuação econômica voltada para promover a industrialização e com objetivos sociais.

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Comments
4 Responses to “Processo Político na Década de 1920”
  1. ellyson disse:

    num servi pra nada esse site fd.p

  2. ellyson disse:

    vão tudo tnc

  3. afafg disse:

    bllbbalblabbllbalbla (genius)

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