Europa – Posições do Brasil

EUROPA

UNIÃO EUROPÉIA

A elevação do relacionamento bilateral à condição de Parceria Estratégica
reflete a dinamização e o aprofundamento das relações entre o Brasil e a
União Européia. A Parceria Estratégica permitirá reforçar canal de diálogo
privilegiado e no mais alto nível sobre temas de interesse mútuo nas agendas
bilateral, regional e internacional, em áreas como energia, mudança do
clima, ciência e tecnologia, cooperação técnica e combate à pobreza e à
exclusão social.

Nota à imprensa. “Reunião de Cúpula Brasil-União
Européia e Visita do Presidente Luiz Inácio Lula da
Silva à Comissão Européia.” Brasília, 3 de julho de 2007

* * *

No momento histórico da sua primeira Cúpula, o Brasil e a UE decidiram
estabelecer uma parceria estratégica abrangente, baseada nos seus estreitos
laços históricos, culturais e econômicos. Ambas as partes partilham valores
e princípios essenciais, como a democracia, o primado do Direito, a
promoção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e a
economia de mercado. Os dois lados concordam com a necessidade de
identificar e promover estratégias comuns para enfrentar os desafios
mundiais, inclusive em matéria de paz e segurança, democracia e direitos
humanos, mudança do clima, diversidade biológica, segurança energética
e desenvolvimento sustentável, luta contra a pobreza e a exclusão. Estão
também de acordo quanto à importância de cumprir as obrigações
decorrentes dos tratados internacionais vigentes em matéria de
desarmamento e não-proliferação. O Brasil e a UE concordam em que a
melhor forma de abordar as questões de ordem mundial se dá pela via de
um multilateralismo efetivo centrado no sistema das Nações Unidas. Ambas
as partes se congratulam pelo estabelecimento de um diálogo político Brasil-
UE, iniciado sob a Presidência alemã da União Européia. O Brasil e a UE
atribuem grande importância ao reforço de relações entre a UE e o Mercosul
e estão empenhados na conclusão do Acordo de Associação UE-Mercosul,
que permitirá aprofundar ainda mais as relações econômicas entre as duas
regiões e intensificar o diálogo político, bem como as iniciativas em matéria
de cooperação. O Brasil e a UE sublinham a grande importância econômica
e política que este acordo terá para ambas as regiões e o seu papel no
reforço dos respectivos processos de integração.

Declaração Conjunta. “Cúpula Brasil-União Européia.”
Lisboa, 4 de julho de 2007

* * *

Hoje nos reunimos para dar início a uma nova era do relacionamento
entre o Brasil e a União Européia. Estamos lançando uma parceria
estratégica, estamos elevando nossa relação à altura de suas potencialidade,
e estamos projetando uma visão comum para um mundo em
transformação. É significativo que este processo se inicie em Lisboa e que
ocorra no momento em que Portugal assume a Presidência do Conselho
da União Européia, num período em que um amigo português está à
frente da Comissão Européia. (…) Superamos, em 2006, a cifra de US$ 50
bilhões de comércio bilateral, um crescimento de 13% em relação ao ano
anterior e de 60% em relação a 2003. Nossas trocas com a União Européia
representam 22% de nosso comércio exterior. O estoque de investimentos
diretos europeus no Brasil é de US$ 150 bilhões. (…) Penso também que a
nossa parceria deve contribuir para que as negociações do acordo de
associação entre o Mercosul e a União Européia cheguem a bom termo.

Estou convencido de que temos muito a ganhar com essa associação,
desde que se levem em conta as necessidades e peculiaridades de ambos
os blocos. Estou certo, também, de que a união destes dois blocos
contribuirá para a construção de um mundo multipolar, infenso a
hegemonismos.

Discurso do Presidente Lula na Sessão Plenária da
Cúpula Empresarial Brasil-União Européia. Lisoba, 4
de julho de 2007

* * *

A parceria estratégica Brasil-UE reflete o aprofundamento das relações
bilaterais, em cujo contexto se inscreve a formalização, em 30 de abril, do
Diálogo Político de Alto Nível e a dinamização da cooperação em diferentes
áreas de interesse mútuo, como energia/biocombustíveis, ciência e
tecnologia, meio ambiente, cooperação técnica, temas sociais,
desenvolvimento regional e transportes marítimos. O Governo brasileiro
entende que essa parceria, que tem caráter estritamente bilateral, poderá
representar impulso político às negociações Mercosul-UE.

Nota à imprensa. “Proposta de estabelecimento de
parceria estratégica entre o Brasil e a União Européia.”
Brasília, 1o de junho de 2007

* * *

Os Ministros [do Mercosul e da União Européia] reafirmaram a
importância da relação estratégica entre o Mercosul e a União Européia e
a prioridade que conferem à conclusão de um Acordo de Associação
inter-regional ambicioso e eqüitativo, como um instrumento para reforçar
as relações políticas, econômicas e comerciais e para contribuir para a
redução das disparidades sócio-econômicas existentes entre as duas regiões.

Em consonância com a reunião Ministerial anterior de Lisboa, os Ministros
reconheceram que já foi feito progresso substancial no sentido de concluir
Acordo de Associação, incluindo uma área de livre comércio de acordo
com as normas da OMC. Eles concordaram, entretanto, que mais precisa
ser feito para alcançar nível de ambição que reflita a importância estratégica
desse Acordo de Associação.

Comunicado Conjunto da Reunião Ministerial Mercosul
União Européia. Bruxelas, 2 de setembro de 2005

CÚPULA AMÉRICA LATINA E CARIBE – UNIÃO EUROPÉIA (ALC-UE)

Multilateralismo e Coesão Social – temas desta III Cúpula América Latina
e Caribe-União Européia – são centrais em nosso diálogo político iniciado
em 1999. Permitem construir uma associação estratégica entre os dois
continentes. O multilateralismo representa para as relações internacionais
o que a democracia foi e é para as nações. (…) A cooperação internacional
é hoje reclamada também para a erradicação da fome, a eliminação da
pobreza, a preservação e o combate à AIDS e tantos outros desafios e
problemas que afetam toda a humanidade. (…) A governabilidade
democrática sai fortalecida quando há paz e segurança. O multilateralismo
e a cooperação internacional darão alento à solidariedade, que pode
ampliar nossos esforços para o desenvolvimento e o crescimento
sustentáveis de nossas economias, na América Latina e Caribe, e na União
Européia.

Intervenção do Presidente Lula na Reunião de Trabalho
sobre Multilateralismo da III Cúpula América Latina e
Caribe-União Européia. Guadalajara, México, 28 de
maio de 2004

* * *

São muitos os valores e os projetos que vinculam a Europa, a América
Latina e o Caribe. Nossas regiões vêm aprofundando seus processos de
integração. É um objetivo maior não apenas dos governos mas, sobretudo,
de nossas sociedades.

Discurso do Presidente Lula na II Sessão de Trabalho
da IV Cúpula América Latina e Caribe-União Européia.
Viena, 12 de maio de 2006

* * *

É nossa firme convicção que a democracia, o Estado de direito, o
respeito, a promoção e a proteção dos direitos humanos, a erradicação
da pobreza, o desenvolvimento social e econômico e o respeito pelo
direito internacional são essenciais para a paz e a segurança. Reiterando
ainda o nosso compromisso comum num sistema multilateral sólido e
eficaz, estamos determinados, nesse sentido, a fazer avançar a agenda
multilateral enquanto tema transversal e prioritário nas nossas relações
birregionais.

Declaração de Viena, por ocasião da IV Cúpula ALC-
UE. Viena, 12 de maio de 2006

RELAÇÕES BILATERAIS / PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Alemanha

As relações entre o Brasil e a Alemanha são marcadas por ampla
convergência de percepções, valores e interesses comuns, que, somada
elevada densidade do intercâmbio e da cooperação bilateral, confere
sentido particularmente significativo a esta parceria. São intensas as
relações tanto em nível governamental, como entre parlamentares e
representantes dos diversos segmentos da sociedade dos dois países,
abrangendo os mais variados campos: desde o político, econômico
e comercial até o científico-tecnológico, educacional, cultural e
ambiental.

Nota à imprensa. “Visita ao Brasil do Vice-Chanceler
Federal e Ministro do Exterior da Alemanha, Joschka
Fischer.” Brasília, 16 de novembro de 2004

* * *

Hoje [o Presidente Köhler] vem ao Brasil como Presidente de uma
Alemanha com a qual temos históricas relações de amizade e de
negócios. São sete milhões de brasileiros com raízes germânicas.

São 9 bilhões de dólares em investimentos diretos no Brasil. São
1.200 empresas de capital alemão, responsáveis pela geração de cerca
de 8% do Produto Interno Bruto brasileiro. Investimentos e
tecnologia alemãs contribuem, desde os anos 50, para a
modernização do parque industrial do Brasil e para a criação de
muitos empregos. No plano comercial, a Alemanha é o nosso
principal parceiro na Europa. Em 2006, nossas trocas superaram a
marca inédita de US$ 12 bilhões, fazendo do Brasil o maior destino
para as exportações alemãs na América do Sul. Mas podemos fazer
muito mais. Precisamos diversificar o perfil desse comércio,
agregando maior valor às exportações brasileiras para a Alemanha.

(…) Vamos alargar nossa cooperação bilateral, com enfoque na
transferência de tecnologia, e vamos avançar nessa agenda global
de fontes alternativas de energia.

Declaração à imprensa do Presidente Lula por ocasião
da visita de Estado ao Brasil do Presidente da República
Federal da Alemanha, Horst Köhler. Brasília, 8 de março
de 2007

Espanha

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente de Governo da Espanha,
José María Aznar, assinaram hoje, em Santa Cruz de la Sierra, à margem da
XIII Cúpula Ibero-Americana, o Plano de Parceria Estratégica Brasil-Espanha.

O documento traduz a vontade dos dois Governos de elevar o nível do
relacionamento bilateral, ampliando e aprofundando a cooperação. A decisão
de assinar esse documento em Santa Cruz de la Sierra foi tomada durante a
Visita de Trabalho do Presidente Aznar ao Brasil, no último dia 29. O texto
está estruturado em torno de três temas principais: fortalecimento do diálogo
político, desenvolvimento social e crescimento econômico. No preâmbulo do
Plano, os dois países declaram que os benefícios de uma colaboração ampliada
devem ser extensivos às suas respectivas regiões, em especial a ibero-americana.

O documento assinado pelos dois mandatários afirma que a Espanha
compreende as razões da postulação do Brasil a um assento permanente no
Conselho de Segurança das Nações Unidas, no caso de sua ampliação, e
manifesta simpatia a essa aspiração do Governo brasileiro. No mesmo contexto,
ambos os Governos comprometem-se a manter consultas permanentes sobre
a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com base no seu
interesse comum em fortalecê-lo. O Plano de Parceria Estratégica reflete a
intensificação das relações econômicas bilaterais, evidenciada pelo fato de que
a Espanha é o país europeu que mais investe no Brasil. Os dois Governos
assumem o compromisso de privilegiar o desenvolvimento social, por meio
de programas de educação, treinamento e desenvolvimento da cultura.

Nota à imprensa. “Plano de Parceria Estratégica Brasil-
Espanha.” Brasília, 14 de novembro de 2003

* * *

A ênfase conferida pelos dois Governos a políticas de combate às
desigualdades sociais em diversos níveis resultou em vários projetos de
cooperação bilateral nas áreas da ciência, cultura e educação, inclusive com
base na proposta inovadora de troca da dívida por investimentos em
educação. Os dois países estão entre os líderes da Ação contra a Fome e
a Pobreza, que tem logrado mobilizar a atenção internacional para a
identificação de fontes alternativas de financiamento do desenvolvimento
e do combate à fome.

Nota à imprensa. “Visita ao Brasil da Primeira Vice-
Presidente do Governo da Espanha, Maria Teresa
Fernández de la Vega Sanz.” Brasília, 5 de agosto de 2005

* * *

As relações entre Brasil e Espanha ganharam novo e intenso dinamismo
nos últimos anos. Além de se beneficiar, desde a década de 90, de foros
tais como a Comunidade Ibero-Americana de Nações e as negociações
do Acordo Inter-Regional Mercosul-UE, os dois países vêm construindo
uma parceria estratégica, solidamente ancorada em iniciativas e ações de
interesse recíproco. Essa parceria fortaleceu-se ainda mais com a assinatura,
por ocasião da visita do Presidente Zapatero ao Brasil, em janeiro de
2005, da Declaração de Brasília sobre a Consolidação da Parceria
Estratégica Brasil-Espanha.

Nota à imprensa. “Visita do Presidente Luiz Inácio Lula
da Silva à Espanha.” Brasília, 14 de setembro de 2007

* * *

Os Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Luis Rodríguez Zapatero
reafirmaram os valores compartilhados pelos dois países, no que diz
respeito ao fortalecimento da democracia, ao respeito aos direitos humanos,
à defesa da paz e à promoção do desenvolvimento com justiça social. No
âmbito internacional, deram ênfase ao mútuo compromisso com o diálogo
de civilizações e o fortalecimento do multilateralismo. (…)Os dois Chefes
de Governo constataram que a imigração foi, ao longo da história, um
dos pilares do patrimônio de diversidade e tolerância hoje ostentado pelos
dois países. Sublinharam, igualmente, a importância de que seus nacionais
residentes no exterior recebam tratamento digno e não-discriminatório, a
fim de preservar a elevada qualidade dos vínculos humanos existentes
entre os dois povos.

Declaração Conjunta do Presidente Lula e do Presidente
José Luis Rodríguez Zapatero, por ocasião de visita à
Espanha. Madri, 17 de setembro de 2007

França

O Ano do Brasil na França [2005] representa o encontro de dois povos
que, ao longo de suas histórias, construíram afinidades e convergências.
Compartilhamos uma mesma percepção sobre as vantagens e os riscos da
globalização. Acreditamos no multilateralismo e no diálogo como
instrumentos na construção de um mundo mais próspero e justo, com
menos fome e menos pobreza. (…) Senhores empresários, suas presenças
aqui são a melhor demonstração do enorme potencial das relações
econômicas e comerciais entre nossos países. Trago-lhes uma palavra de
confiança e de determinação. (…) Parcerias entre nossas empresas
beneficiarão também a presença francesa no Brasil. Poderão beneficiar-se
da transferência mútuas de tecnologia, e alcançarão não apenas o vasto
mercado brasileiro, mas terão uma plataforma de operações para todos
nossos vizinhos sul-americanos.

Discurso do Presidente Lula durante almoço com
empresários franceses e brasileiros. Paris, 13 de julho
de 2005

* * *

A cooperação entre o Brasil e a França ganhou novo impulso com a
decisão dos dois Presidentes, em 2005, de criar seis grupos de trabalho
sobre temas ligados à cooperação científica e tecnológica e suas aplicações
industriais. Os grupos de trabalho vêm-se reunindo e adotaram programas
visando a estreitar a cooperação bilateral nos domínios da energia renovável,
defesa, inovação tecnológica, energia nuclear, tecnologias espaciais e
cooperação com países africanos. Merece destaque o interesse mútuo em
desenvolver o mercado internacional de etanol e estabelecer cooperação
trilateral para a expansão da produção de biocombustíveis em países em
desenvolvimento, especialmente na África e no Caribe.

Nota à imprensa. “Visita de Estado ao Brasil do
Presidente da República Francesa, Jacques Chirac.”
Brasília, 23 de maio de 2006

* * *

A visita do Presidente Chirac é oportunidade para consolidar uma parceria
privilegiada que foi lançada durante minha visita a Paris, em julho de
2005. É uma oportunidade para retomarmos e aprofundarmos assuntos
da pauta bilateral, bem como de alcance regional e internacional. Temos
tido na França um importante aliado no encaminhamento de questões
internacionais cruciais. (…) Assinamos, em 2005, um acordo para a
construção da ponte sobre o rio Oiapoque, que ligará o Amapá à Guiana.

O acordo já foi aprovado pelo Congresso Nacional brasileiro. E sei que
contaremos com o apoio do Presidente Chirac para sua pronta aprovação
pelo legislativo francês. Será uma ponte que ajudará a estreitar a
cooperação na região fronteiriça e a reforçar a integração física de toda
a América do Sul.

Declaração à imprensa do Presidente Lula por ocasião
da visita ao Brasil do Presidente da França, Jacques
Chirac. Brasília, 25 de maio de 2006

Itália

Brasil e Itália estão ligados por laços históricos e culturais. Mais do que isso,
somos unidos por vínculos familiares e de sangue. Parte importante de
nossa história foi escrita com a ajuda de imigrantes italianos que vieram em
busca de um futuro melhor e terminaram por “fazer a América”. Realizaram
sonhos e ajudaram a construir o Brasil. (…) Hoje, a comunidade ítalo-
brasileira tem cerca de 25 milhões de pessoas. A grande São Paulo é a
maior cidade italiana fora deste país. Temos uma pequena Itália no coração
do Brasil. Os imigrantes e seus descendentes têm muito orgulho de suas
origens, sem deixar de ser cem por cento brasileiros. (…) Brasileiros e italianos
vêem o mundo através das mesmas lentes da herança latina e humanista.

Nossos laços históricos devem facilitar o diálogo e cooperação no cenário
internacional. Partilhamos a convicção de que não haverá paz e segurança
duradouras enquanto não tivermos um mundo mais equilibrado econômica
e socialmente.

Discurso do Presidente Lula por ocasião de Declaração
Conjunta à imprensa durante visita à Itália. Roma, 17
de outubro de 2005

* * *

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente do Conselho de
Ministros Romano Prodi deverão reafirmar o compromisso com o
estabelecimento de uma parceria estratégica e concordar em instituir
Mecanismo de Consultas no mais alto nível político, que contemplará
reuniões anuais com vistas à avaliação dos compromissos acordados, à
fixação de novas metas para o relacionamento bilateral e à coordenação
de posições sobre temas de interesse mútuo da agenda internacional. (…)

No relacionamento Brasil-Itália sobressaem os sólidos vínculos humanos
que unem os dois povos, ilustrados pelos 25 milhões de brasileiros de
origem italiana, muitos dos quais com dupla cidadania.

Nota à imprensa. “Visita oficial ao Brasil do Presidente
do Conselho de Ministros da República Italiana,
Romano Prodi.” Brasília, 23 de março de 2007
Portugal

Os Chefes de Governo felicitaram-se pelo excelente estado das relações
entre as nações irmãs. Reconheceram que o Tratado de Amizade,
Cooperação e Consulta, firmado em 2000, oferece marco jurídico de
singular relevância para o desenvolvimento da agenda bilateral, por sua
função na promoção de consultas e concertação, abrangendo todas as
dimensões do relacionamento entre o Brasil e Portugal.

Declaração Conjunta do Presidente Lula e do Primeiro-
Ministro de Portugal, João Manuel Durão Barroso, por
ocasião da VII Cúpula Brasil-Portugal. Brasília, 8 de
março de 2004

* * *

Portugal e Brasil são unidos por laços permanentes de amizade e história.

O carinho com que sempre fui recebido em Portugal é prova disso. Vejo,
com grande satisfação, o quanto avançamos em nosso intercâmbio, nesses
últimos anos. O comércio entre os dois países superou, em 2005, 1 bilhão
e 200 milhões de dólares, ou seja, dobrou em poucos anos. (…) A parceria
entre Portugal e Brasil tem como ponto de partida o espírito empreendedor
de nossos povos e sua vocação solidária. Assim como os milhões de
portugueses que vieram ajudar a construir a grandeza desta nação, hoje
brasileiros contribuem para forjar o Portugal moderno. (…) A ação
internacional de Portugal e Brasil se orienta por um mesmo conjunto de
valores. Temos um compromisso fundamental com o respeito aos direitos
humanos e a democracia. Estamos empenhados no fortalecimento do
multilateralismo e na defesa do direito internacional como instrumentos
de promoção da paz e segurança. Temos a firme convicção de que esses
ideais são melhor resguardados no âmbito de processos regionais de
integração.

Discurso do Presidente Lula por ocasião da visita ao
Brasil do Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates.
Brasília, 9 de agosto de 2006

* * *

O relacionamento bilateral caracteriza-se por uma agenda densa,
diversificada e moderna, que vai além de seus fundamentos tradicionais, e
inclui temas políticos, econômicos, regionais e culturais. Ressalte-se, ainda,
a natureza especial do aprofundamento da Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa (CPLP), iniciativa diplomática com objetivos de longo
prazo, que mobiliza também os dois países.
Nota à imprensa. “Visita de Estado a Portugal do
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.” Brasília, 9 de
julho de 2007

Reino Unido

As afinidades e o caráter empreendedor de nossos povos vêm
impulsionando uma relação de grande fecundidade, cujo potencial apenas
começamos a realizar. O excepcional momento que vivem nossas economias
oferece amplas oportunidades. Temos hoje a possibilidade de unir esforços
para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo em diferentes áreas.

(…) Percebo, no Reino Unido, o mesmo espírito de renovação, tanto no
plano interno, como no internacional. Confiamos em que a liderança do
Reino Unido na Europa, no G-8 e no cenário multilateral contribuirá
decisivamente para que avancemos em temas de interesse mútuo. O
Primeiro-Ministro Blair e eu estamos empenhados em desbloquear as
negociações multilaterais de comércio. A conclusão exitosa da Rodada de
Doha, com a realização dos altos propósitos de uma genuína Agenda
para o Desenvolvimento, é prioritária para os Governos do Brasil e do
Reino Unido. Nossos países têm laços e responsabilidades especiais em
relação à África. Precisamos desenvolver mecanismos de cooperação
trilateral que permitam que todo o potencial de nossas experiências seja
utilizado em benefício dos países africanos, em particular os mais pobres.

Juntamos esforços, igualmente,  no combate ao terrorismo, ao narcotráfico
e aos crimes transnacionais.

Discurso do Presidente Lula por ocasião do Banquete
de Estado oferecido pela Rainha Elizabeth II. Londres,
7 de março de 2006

* * *

A nossa relação é baseada em valores comuns: a importância crucial da
democracia e do estado de direito; a promoção do crescimento
econômico baseado na liberalização comercial; a determinação de
combater a pobreza, a injustiça e a exclusão; e o reconhecimento dos
vínculos entre desenvolvimento e paz, segurança, direitos humanos e
justiça social.

Declaração Conjunta do Presidente Lula e do Primeiro-
Ministro Tony Blair. Londres, 9 de março de 2006

Rússia

Sua visita [do Presidente Putin] é a primeira de um Chefe de Estado
da Federação da Rússia a nosso país. Estamos abrindo novos
horizontes nas nossas relações. Temos hoje a oportunidade de
concretizar a decisão, anunciada em meu discurso de posse, de dar
prioridade à aproximação entre o Brasil e a Rússia. (…) Concordamos
em aprofundar nossas múltiplas complementaridades e explorar as
potencialidades ilimitadas que o engenho científico e a capacitação
técnica de nossos povos abrem no caminho do pleno
desenvolvimento. Nada melhor expressa essas possibilidades do que
o programa de cooperação no campo espacial. Com a valiosa
participação russa, o Brasil está retomando, com renovado otimismo
e determinação, o programa de utilização da Base de Alcântara para
o lançamento de satélites em bases comerciais. (…) Talvez mais
importante, o diálogo que mantive com o Presidente Putin foi
oportunidade para reafirmarmos os valores e propósitos que nos
unem, como a paz, a estabilidade democrática, o desenvolvimento
com eqüidade e a promoção dos direitos humanos.

Discurso do Presidente Lula por ocasião da visita
do Presidente da Federação da Rússia, Vladimir
Putin. Brasília, 22 de novembro de 2004

* * *

Os mandatários [Lula e Putin] confirmaram o firme propósito de
promover a cooperação entre seus dois países e demais membros da
comunidade internacional para que a luta contra o terrorismo seja
conduzida de modo persistente e dentro da legitimidade, tendo como
fundamento o Direito Internacional, os princípios e normas das
Nações Unidas e os Direitos Humanos universalmente reconhecidos.

Os dois Presidentes ressaltaram que o terrorismo não deve ser
identificado com nenhuma nacionalidade, religião ou tradição cultural
e que os esforços internacionais nessa área devem ser voltados para a
defesa de valores universais conquistados por todos os povos do
mundo, de todas as crenças e etnias, em sua aspiração por liberdade
e justiça. Os Presidentes destacaram a importância da cooperação
em áreas de alta tecnologia para o aprofundamento das relações
bilaterais de parceria, em particular na cooperação para o uso pacífico
do espaço exterior (…).

Declaração Conjunta sobre os Resultados das
Conversações Oficiais entre o Presidente Lula e o
Presidente da Federação da Rússia, Vladimir V. Putin.
Brasília, 22 de novembro de 2004

* * *

Iniciativas recentes fazem da ciência e tecnologia um dos campos mais
promissores para concretizar a “aliança tecnológica” que o Presidente
Putin e eu propusemos. O sucesso do vôo do nosso cosmonauta,
Tenente-Coronel Marcos Pontes, no segmento russo da Estação Espacial
Internacional demonstrou a solidez da cooperação entre nossos
programas espaciais. Como já adiantei, estamos trabalhando com a
parte russa para aprimorar o Veículo Lançador de Satélites brasileiro.

Outros campos em que avançamos no intercâmbio são: metrologia,
biotecnologia, física da terra, tecnologia alimentar e astronomia.
Identificamos novas áreas de cooperação, tais como a de
nanotecnologia, microeletrônica e tecnologias da informação. (…)

Normalmente vistos como países muito diferentes, Brasil e Rússia, na
verdade, guardam expressivas similaridades. Somos gigantes territoriais
com influência importante nos respectivos contextos continentais, além
de possuir grandes populações com perfil etnicamente diversificado.

A Rússia é país de peso no panorama mundial e exerce papel significativo
nos rumos políticos e econômicos de sua região.

Entrevista concedida pelo Presidente Lula à
Agência Interfax. Moscou, Rússia, 13 de julho de
2006

Países escandinavos

Na última semana, viajei à Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega. Foi a
primeira vez que um presidente do Brasil esteve oficialmente na
Escandinávia. Pude, assim, retribuir as visitas que os líderes de todos esses
países fizeram ao Brasil. A viagem aprofundou a parceria do Brasil com
uma região que é sócia em negociações internacionais estratégicas. Uma
relação que não é de hoje. (…) Os países escandinavos sempre foram fonte
de admiração e inspiração pelo seu modelo de bem-estar social e altíssimo
índice de desenvolvimento humano. Sabem que a prosperidade econômica
e a justiça social são o lastro maior da paz e da segurança. Por essa razão,
compartilhamos a convicção de que um multilateralismo robusto e
representativo é fundamental para construir um mundo mais solidário.

“Brasil-Escandinávia: parceria ambiciosa”. Artigo do
Presidente Lula no jornal Folha de São Paulo. Brasília,
19 de setembro de 2007

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