“nem sempre a razão do mais forte é a mais forte das razões”

Um mundo plural – ou “multipolar”, como às vezes se diz – não é um
desejo piedoso de diplomatas ou acadêmicos idealistas. É uma exigência
dos dias que correm. A negação da pluralidade de pólos, pretensamente
“realista”, reduz as relações internacionais apenas à expressão da força
militar. Para afirmar a democracia no plano internacional, é preciso
reconhecer que a pluralidade de visões é legítima e que há um espaço
crescente a ser dado à ação diplomática. Ser democrata no plano global
é acreditar que todos têm direito a ser atores, que cada ator tem suas
razões e que, enfim, nem sempre a razão do mais forte é a mais forte
das razões.

Discurso do Presidente Lula na abertura do Colóquio
“Brasil: Ator Global”. Paris, 13 de julho de 2005

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