Algodão na Paraíba – Embrapa e pequenas propridades.

Estimulado por esse cenário favorável, o COEP articulou uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o cultivo de um novo tipo de algodão, que exige pouca água para crescer, e a implantação, na própria comunidade, de uma mini-usina para o beneficiamento da fibra. Assim, os pequenos agricultores, que antes vendiam o algodão em caroço, puderam passar a entregá-lo em pluma diretamente à indústria, aumentando em até 100% seu rendimento.

O local escolhido para a implantação da experiência piloto foi o assentamento de Margarida Maria Alves, localizado no município de Juarez Távora, na Paraíba. Com uma população eminentemente rural e renda média familiar inferior a um salário mínimo, o município tem uma economia baseada na agricultura, principalmente do algodão, e à época enfrentava diversos problemas como baixa produtividade, má qualidade da fibra e rigorosas secas. O primeiro passo para viabilizar a produção foi a capacitação maciça dos trabalhadores em novas tecnologias de cultivo, desde a preparação do solo, escolha da semente adequada, controle do bicudo, descaroçamento, prensagem e enfardamento. Com isso, foi possível aumentar a produtividade, a qualidade da fibra e o rendimento econômico da cultura.

Em cada uma dessas localidades estão sendo construídos núcleos de cultivo e beneficiamento do algodão, que geram trabalho e renda para a população e ajudam a fixar o homem na terra, contendo a migração. Esses núcleos funcionam também como pólos de desenvolvimento, atraindo benfeitorias e outras iniciativas que estimulam o crescimento local e melhoram a qualidade de vida da população. Nesta nova etapa do projeto, o objetivo é instalar novos recursos como amassadores de sementes e teares, que além de ampliar as possibilidades de aproveitamento dos produtos, aumentam as oportunidades de geração de renda para os agricultores. Os integrantes do COEP pretendem também criar ou fortalecer associações locais e a organização da comunidade, como forma de envolver a população na conquista de sua cidadania. “Com esse projeto, o algodão voltou a ser uma mola propulsora de desenvolvimento no Nordeste, especialmente para as populações mais desassistidas”, afirma André Spitz.

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