III. O BRASIL NO CONTEXTO GEOPOLÍTICO MUNDIAL

A realidade mundial contemporânea é marcada por revolucionárias
transformações de ordem científica e tecnológica e pela crescente integração das
economias nacionais. Segundo muitos autores, a transnacionalização da economia
e a globalização das relações de produção figuram, ao mesmo tempo, como causa
e conseqüência desse conjunto de transformações.

No âmbito econômico, o processo de globalização é resultado da
intensificação dos fluxos de mercadorias, capitais e informações entre os mercados
nacionais. O crescimento do comércio internacional de mercadorias e serviços,
estimulado por políticas liberais de redução das barreiras alfandegárias, dissemina
por todo o planeta as tecnologias e os produtos da nova revolução industrial. Os
investimentos no exterior mundializam as cadeias produtivas sob o comando de
grandes corporações transnacionais, enquanto um enorme volume de capitais circula
entre os principais mercados financeiros, conectados em escala global. A circulação
de informações define padrões mundiais de consumo e difunde as marcas das
empresas globalizadas. A configuração de blocos econômicos transnacionais é um
também um aspectos da globalização da economia mundial: a ampliação dos
mercados consolidada por meio daqueles opera no sentido de ampliar a
competitividade das empresas que concorrem no mercado mundial.

No âmbito geopolítico, a globalização acelera-se desde meados da década
de 1980, com a implosão das economias planificadas da União Soviética e Europa
Oriental e com a abertura da China Popular aos investimentos internacionais. Esses
eventos possibilitaram a extensão da economia de mercado para novos espaços
geográficos.

O processo de transnacionalização da economia alterou de forma
substancial a trajetória histórica da industrialização brasileira e as relações do
país com a economia mundial. A consolidação do Mercosul, definido pelo
embaixador Celso Lafer como “uma plataforma de inserção competitiva numa
economia que, simultaneamente, se globaliza e se regionaliza em blocos”, gera
novas dinâmicas de comércio e investimento no Cone Sul, em um contexto marcado
pelas políticas de cunho liberalizante e pela inserção do Brasil nas cadeias
produtivas globalizadas.

Para compor a presente Unidade, foram selecionados trabalhos que
conceituam e problematizam os novos paradigmas de produção e consumo em
escala mundial, e que abordam relações entre eles e a realidade brasileira.

Manual do Candidado FUNAG Geografia – Regina Célia Araújo

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