A Dinâmica Econômica do Centro-Oeste

• Desde o fim do século XVII até as primeiras décadas deste século, o processo de ocupação do Centro-Oeste foi descontínuo. Era, como norte, um dos grandes “vazios nacionais”.

• A partir da década dos 40 que o Estado passou a intervir decisivamente
no processo de ocupação da região. Essa participação não ocorreu evidentemente
por acaso. A industrialização por substituição de importações passou a requerer da
agricultura dupla atribuição: “produzir excedentes de alimentos a custos razoáveis”
com a expansão das fronteiras agrícolas.

• As conseqüências mais significativas deste novo enfoque de intervenção do
Estado na região foram sentidas no sul do Mato Grosso do Sul e centro-sul de Goiás.
De fato, nos anos 50 e 60, estes dois subespaços regionais experimentaram
um processo de elevado crescimento econômico e populacional, baseado em
decisivos estímulos governamentais. Tanto pelas possibilidades
abertas pela agropecuária e agroindústria, quanto pela consolidação das cidades
de Brasília (DF) e Goiânia (GO), como importantes núcleos urbanos, e de Anápolis
(GO), como entreposto agrícola.

• A partir da década de 1970 e nos anos 80 – inclusive com a viabilização dos
cerrados e da área norte da região –, se dá num novo contexto: expansão e diversificação das exportações,
subsidiados pelo sistema de crédito e benefícios fiscais, voltados fundamentalmente
para a atividade de pecuária extensiva e de algumas culturas de exportação (soja,
café, arroz, algodão e milho)”.

• Durante os anos 70, a denominada modernização conservadora no campo
no sul do País, principalmente no Paraná, acabou expulsando um bom contingente
de pequenos agricultores, provocando um inesperado fluxo migrante que se estende
do Mato Grosso do Sul à fronteira com Rondônia, provocando o surgimento de
várias cidades, do dia para a noite, a exemplo de Jateí, Glória de Dourados, Nova
Andradina e Angélica.

• Com relação à área dos cerrados, a falta de maior conhecimento técnico
que possibilitasse a sua viabilização comercial fez com que, num primeiro momento,
se estimulasse o avanço da fronteira agrícola na Amazônia. Mas no fim dos anos
70, com certo arrefecimento da expansão amazônica e com a resolução dos
problemas de fertilidade dos solos (viabilizada pelos avanços tecnológicos da
Embrapa), CALAGEM as atenções voltaram-se para aquelas áreas que foram gradativamente
incorporadas e passaram a ter uma articulação mais estreita com os mercados do
Centro-Sul.

Pólocentro -> sistema de crédito, investimentos em infra-estrutura e apoio
técnico. Também: Prodecer, o Provárzea e o Profir.

• Região recebeu incentivos fiscais e financeiros da Sudam e BASA.

• Na área sob a influência da Amazônia Legal – que tem um fortíssimo componente especulativo –,
foi o conjunto de estímulos fiscais e a política de crédito. Dariam origem a fornecedores importantes de produtos agropecuários para o
mercado nacional.

•  Pode-se afirmar que, de certa forma, que os incentivos foram foram mais eficientes em “gerar a concentração fundiária e de renda”, e prosutivamente, fracassaram para a especulação.
e o a cirramento dos conflitos de terra.

[GALINDO, Osmil e MONTEIRO DOS SANTOS, Valdeci. Centro-
Oeste: Evolução recente da economia regional. In: AFFONSO, Rui de Britto Álvares.
e SILVA, BARROS, Pedro Luiz (org.), Desigualdades regionais e
desenvolvimento. São Paulo: Fundap/UNESP, 1995, p. 158-161.]

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