Revolução Iraniana e Romena

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Documentário.

O Fuzilamento de Ceausescu

O líder comunista Nicolae Ceausescu foi um dos ditadores europeus que mais tempo ficou no poder: entre 1965 e 1989. Durante 24 anos, ele governou a Romênia e criou um dos mais brutais Estados policiais do Leste. Ficou conhecido por mostrar uma face para a comunidade internacional e outra para os romenos. Externamente, construía pontes com o Ocidente. Dentro de casa, porém, seu governo era extremamente repressivo. Seu longo e poderoso domínio (acumulou tanto poder que chegou a desafiar o Kremlin) contrasta com sua queda incrivelmente rápida, mesmo se comparada às frenéticas mudanças no bloco soviético em 1989. Apenas um mês antes de sua morte, dezenas de milhares de trabalhadores saíram às ruas para celebrar a reeleição de Ceausescu para secretário-geral do Partido Comunista Romeno. Um descontentamento latente, porém, tomava conta do país. Os romenos estava cansados de sua política econômica draconiana, do nepotismo (sua mulher, Elena, era vice-premiê), de seu bizarro culto à personalidade, de suas diretrizes absurdas para a arquitetura local. A insatisfação popular atingiu seu pico em dezembro de 1989, com protestos violentos que deixaram cerca de 5 mil mortos. Após ser hostilizado durante um discurso no centro de Bucareste, seu governo foi derrubado e ele tentou fugir do país. Foi capturado pelos militares e condenado por genocídio em um tribunal organizado pelo governo provisório. No Natal de 1989, ele e sua mulher foram fuzilados. Durante seu governo, descrito como sua versão do regime stalinista, milhares de pessoas morriam todos os anos de fome e outras privações provocadas por suas políticas austeras, especialmente nos anos 80. Seu regime ficou marcado também pelos prédios gigantescos e inúteis que ele construiu durante um plano para “desenvolver a sociedade socialista”. Um quinto do centro de Bucareste foi demolido para dar lugar a construções no seu estilo – caso do atual Parlamento, segundo maior prédio administrativo do mundo, atrás apenas do Pentágono.

A Revolução Iraniana

A Revolução Iraniana, ocorrida em 1979, transformou o Irã – até então comandado pelo Xá Mohammad Reza Pahlevi – de uma monarquia autocrática pró-Ocidente, em uma república islâmica sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini. Para efeito de análise histórica, a Revolução Iraniana é dividida em duas fases: na primeira fase, houve uma aliança entre grupos liberais, grupos de esquerda e religiosos para depor o xá; na segunda, freqüentemente chamada Revolução Islâmica, viu-se a chegada dos aiatolás ao poder. Causas da Revolução no Irã: A impopularidade do regime dos xás: o xá foi obrigado a promover a revolução branca, pressionado pelas potências ocidentais (Reino Unido, Estados Unidos). A cultura ocidental estava penetrando no Irã na mesma proporção da opressão do regime político. Repressão política executada pelo Savak que empregava censura e recorreria a prisões, tortura de dissidentes, assassinatos de opositores ao regime implantado pelo xá Pahlavi. Os problemas do regime: a pobreza e a inflação, resultado das ações do xá Reza Pahlavi, foram objetos de programa econômico do governo, porém sem sucesso. O crescimento da rivalidade islâmica que se opôs a ocidentalização do Irã e viu em Aiatolá Khomeini como um promotor da Revolução. A subestimação do movimento islâmico do Aiatolá Khomeini pela xá – que pensavam que eles seriam uma ameaça menor – e pelas medidas antissecularistas de Pahlavi – que pensavam que os pró-Khomeini poderia ser menosprezadas.

 

 

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