Noções de Macroeconomia

PIB

– ótica do dispêndio

C + I + G + (X-M)

– ótica dos rendimentos

alugueis + lucros + rendas fundiárias + juros + salários

– ótica do valor adicionado

Qual a diferença do PIB Nominal e do PIB Real?

O PIB Nominal é inflacionado, o PIB Real é deflacionado.

Para chegar ao PIB Real, é preciso usar o deflator. Pega-se um ano base (índice de preços e PIB Nominal) e compara-se com outro ano de referência.

Poupança

Há uma divergência sobre Poupança entre Keynesianos (heterodoxos) e Clássicos (ortodoxos).

Clássicos

S = I –> nesse mercado, surge a taxa de juros

** Acham que uma economia sem poupança, não tem dinheiro para investir

Poupança é uma função crescente da taxa de juros. Já investimento, é uma função descresente da taxa de juros.

Keynesianos

Segundo estes, existem vazamentos (perda de dinheiro), com na poupança, tributação ou importação. Caso haja vazamentos, existem mecanismos (não é a mão invisível) para anulá-los.

  • no caso da Importação: Exportação
  • no caso da Tributação: Gastos do Governo
  • no caso da Poupança: Faz-se o equilíbrio com mais Gastos do Governo

Também, não concordam que S = I. Se for, só a longo prazo (“já morri”).

Taxa de juros determinada pela Renda. Quando maior a renda, maior a poupança.

O que leva o cara a investir :)?

Uma expectativa de que a eficiciência marginal do capital investido seja maior do que a taxa de juros. Palavra-chave: Incerteza. Cada pessoa tem suas expectativas, logo não há como prever investimento.

Há uma “preferência pela liquidez”, logo, há tendência para o desequilíbrio.

Marxistas

No Capitalismo, há uma tendência a superprodução e ao subconsumo, logo, crise.

Mais-valia concentra o bem-estar no capitalismo. Pobre fica mais pobre.

Papel do Estado

Clássicos acreditam que o Estado é indesejável, atrapalha. O melhor regulador é o mercado (quando for o Estado, melhor que seja transitório). Acreditam na Globalização.

Keynesianos entendem que incertezas da economia premem uma atuação mais ativa do estado por causa das incertezas da economia.

Marxistas entendem que a intervenção do Estado é inútil. O problema é o capitalismo em si.

Moeda

Funções da moeda

  1. Meio de pagamento
  2. Unidade de conta
  3. Meio de troca
  4. Reserva de valor

Ortodoxos entendem que a moeda é meio de troca apenas.

Heterodoxos entendem que não é apenas isso. Os indivíduos, com “preferência pela liquidez”, têm uma demanda pela moeda mesma, uma demanda especulativa – uma garantia contra a incerteza. Trata-se de um vazamento de renda e leva à crise. Eles também acreditam que a moeda tem impacto no PIB.

Multiplicador Bancário (m): É o processo de multiplicação da moeda (a.k.a. mecanismo multiplicador dos meios de pagamento)

m = 1/1-(1-r).(1-k)

  • r = reservas / depósitos (coeficiente das reservas)
  • k = papel-moeda em poder público / meios de pagamento (coeficiente de retenção da moeda pelo público)

Meios de Pagamento (M) = m.H

  • H = base monetária

Instrumentos de Intervenção Monetária

Banco Central

  • emissão
  • % ∆ reserva compulsórias
  • % ∆ taxa de redesconto
  • Compra e venda de títulos públicos

Teoria Quantitativa da Moeda

*** MV = Py (exclusivamente clássica)

  • M = meios de pagamento
  • V = velocidade de circulação
  • P = nível de preços
  • y = PIB real

Keynesianos não acham que a Velocidade de Circulação é constante, pelos vazamentos e pelas incertezas.

Os clássicos a consideram constante, assim como o PIB; logo, qualquer emissionismo, irá afetar o nível de preços. ^M = ^inflação.

Para keynesianos, moeda afeta o PIB. ^MV = ^P^Y

Inflação

– Clássica: do emissionismo

– Keynesiana: Keynes achava que ^ Inflação, v Desemprego. Para ele, aumento da inflação vem do aumento dos salários.

– Marxista: É culpa dos capitalistas que fixam os preços. Acreditam que oferecer crédito a população, sincroniza o processo de produção.

– Inercial: Nível de preços não sobe igual e ao mesmo tempo. Indexação é mecanismo para não prejudicar agentes mais fracos, contudo, a inflação persiste mesmo quando suas raízes não existem mais.

– Cepalinos (ou Estruturalistas): Inflação por pontos de estrangulamento. Indústrias se desenvolvem de maneira desigual na economia, logo, PSI era forma de controlar inflação.

Globalização

Principal consequencia da globalização (a.k.a. liberalização da economia) é a maior concorrência entre os países.

4 aspectos:

  • liberdade de movimento de capitais
  • desregulamentação
  • privatizações
  • abertura comercial

Globalização aumenta o poder do mercado e diminui o poder do Estado.

Para os ortodoxos, isso é bom (globalização como fábula) e não aumentam desigualdade, pois as periferias têm juros mais altos e, logo, recebem mais investimentos.

Para os keynesianos, não, pois limita a ação do governo. Acham ainda que a globalização aumenta a vulnerabilidade dos países periféricos, pois se há uma elevação de juros no exterior, há fuga de capitais.

Para que haja entrada de capitais, é preciso:

  • taxa de juros doméstica (i) = taxa de juros internacional + expectativa de desvalorização do R$ + Risco Brasil

Tendência a concentração de renda na globalização: menos qualificados sofrem mais, vazamentos são sugados pelo 1o mundo. Aumenta o desemprego.

Para os marxistas, a globalização também é perversa, pois ao ter uma taxa de câmbio >> relativiza o valor da moeda >> tendência de financeiração da economia >> aulta dos juros, da poupança, diminuição do investimento >> crise na produção! Os que é ruim para os trabalhadores.

Aumento da concorrência faz o mercado se organizar: tendência a formação de monopólios (concentração de capital, fusões, aquisições)!

Países também se organizam em Blocos Regionais. Só os ortodoxos gostam destes, pois são liberalização de mercado (neo-liberalismo). 5 tipos:

  1. Área de Tarifas Preferenciais
  2. Área de Livre Comércio
  3. União Aduaneira (ALC + TEC)
  4. Mercado Comum (UA + Mobilidade)
  5. União Monetária (MC + moeda comum)

A partir do Mercado Comum, keynesianos acham que acaba a força interventora dos Estados. Desespero. É preciso harmonizar seguridade social e todos os benefícios, ou, por exemplo, todos os pobres do Mercosul virão correndo atrás do Bolsa Família.

Concorrência leva também a investir na tecnologia o que leva ao desemprego tecnológico.

Mercado de Trabalho

Os ortodoxos acham que cada trabalhador que entra na produção, contribui menos para a produção. Logo, quanto mais funcionários numa empresa, menor deve ser o salário, pela desutilidade marginal do trabalho.

Desemprego é função de salário alto. É voluntário e temporário (o equilíbrio é atingido a longo prazo).

Para os keynesianos, desemprego é causado por queda na demanda (C+I). Governo pode equilibrar a demanda tal que se chegue ao Pleno Emprego.

Os marxistas acham que os dois estão errados, pois o salário não serve para pagar apenas o trabalhador. O trabalhador não pruduz apenas o salário, mas também o lucro do capitalista.

Eles também mencionam o desemprego tecnológico. Desemprego seria o objetivo do capitalismo, que, portanto, não funciona.

Balança de Pagamentos

Conta Corrente (C/C)

  • Balança de Serviços (viagens, juros, seguros, frete, transporte, lucros)
  • Balança Comercial (+X-M)
  • Transferências Unilaterais (doações)

Conta Capital (C/K)

  1. Amortizações
  2. Investimentos em carteira
  3. Empréstimos e Financiamento
  4. Investimentos Externos Diretos (IED)

Taxa de Câmbio é o valor de uma moeda.

Se a BP está positivo, aumenta a Oferta de Dólares.

Se a BP está negativo, aumenta a Demanda por Dólares.

No câmbio flexível, Política Fiscal é ineficaz.

No câmbio fixo, Política Monetária é ineficaz.

Há também a taxa de câmbio administrada e a banda cambial.

Globalização e estabilização de preços: o Plano Real

Aumento da concorrência >> baixa dos preços >> baixa da inflação

Com a criação da URV e aumento da concorrência pela liberalização, produtos externos (tabelados em URV) continham produtores internos.

Real tinha taxa de conversão 1 para 1 para o dólar (Âncora), como incentivo às importações para controlar inflação. Queima de reservas da privatização!

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