Economia Brasileira 1990-dias de hoje (Bullets)

Início da década de 90

  • Recessão, fruto dos Planos Collor I e II
  • Reestruturação da cadeia produtiva (modernização conservadora, pensar em Bismarck e Japão no séc. XIX)
  • Consenso de Washington
    • privatização
    • abertura da economia
    • desregulamentação dos mercados

Plano Real

  • Desindexação da economia reduziu substancialmente níveis inflacionários
  • Juros altos e câmbio supervalorizado…
    • aumentou vulnerabilidade externa
    • restringiu crescimento
    • agravou o problema da deterioração das contas públicas

Abertura Comercial

Por quê?

  • Acreditava-se ser inevitável, que melhoraria a qualidade de vida das pessoas (motivos da microeconomia)
  • Existência de diferenciais de juros e rentabilidade incentivariam entrada de recursos em larga escala, cuja consequencia seria uma apreciação da taxa de câmbio real
    • com cuidado, pois se fosse longa, poderia causar excesso de endividamento externo e desequilíbrios na Balança de Pagamentos e crescentes déficits na Conta Corrente

Antecedentes

  • Na década de 1970, vários países latinoamericanos tentaram realizar essa abertura
    • Chile em 1973
    • Argentina em 1976
    • México em 1977
    • Venezuela em 1979
  • Crises de dívida externa abortaram todas as tentativas, exceto a do Chile
  • A partir da metade da década de 1980 começa uma nova onda de aberturas

Brasil, 1988, Reforma Comercial

  • Eliminação de barreiras (controles quantitativos e administrativos)

“Há uma crescente resregulamentação do mercado internacional (no mundo inteiro)”

A partir da década de 1990…

  • Queda nas tarifas de importação
    • em 1990, 40%; em 1995, 15%
  • Eliminação de barreiras não-tarifárias (subsídios, fitossanitárias, etc)

“Empresas foram obrigadas a se ajustar”

Portanto, déc. 80…

  • a política econômica se caracterizou pelo ajuste determinado pela crise do endividamento (não havia liberdade de ação)
  • política comercial voltada para obtenção de superavits comerciais
  • Barreiras não-tarifárias
    • Lei do Similar Nacional
    • Programas Especiais de Importação (licenças para importação)
    • Carteira de Com. Ext. (CACEX) regulava comércio exterior
  • Promoção das exportações
    • incentivos
    • privilégio de setores (indústria pesada)
  • Houve aumento de exportações, mas desaceleração da economia
  • Quadro de atraso tecnológico e, portanto, há impacto negativo no nível de emprego com a abertura

“Enquanto o Brasil tentava dar o passo da 2a Rev. Industrial, todo mundo deu outro passo, em direção à 3a Rev. Industrial”

  • Sem poder investir, Brasil ficou pra trás em investimento em várias áreas, como telecomunicações, transportes, energia, sistema educacional básico
  • Utilização da capacidade instalada operava com ociosidade, havia pressões sobre o custo

Governo Collor

Medida Provisória 158 (1990) que versava sobre a nova política industrial:

  • a Competitividade da Indústria em detrimento da política anterior de expansão da capacidade produtiva em substituição de Importações (PSI)
  • PICE (política industrial e comércio exterior) => aumento da eficiência
    1. redução da proteção tarifária
    2. apoio creditício para a modernização
    3. especialização da produção
    4. competição internacional, visando a inserção no mercado internacional
    5. proteção tarifária seletiva às indústrias de tecnologia

Ambos planos Collor I e II implicavam em retração da atividade econômica, por medidas fiscais e monetárias contracionistas.

Plano Collor I

  • Confisco dos depósitos à vista e das aplicações financeiras com correção monetária
  • Reforma administrativa
    • fechou órgãos e promoveu demissões de funcionários públicos
  • Programa de redução da dívida interna com corte de gastos públicos

“Permitiu um superavit operacional de 1,2% do PIB e um primário de 4,2%, mas os efeitos do ajuste foram efêmeros”

Plano Collor II, em desespero pela reaceleração da inflação…

  • Congelamento de preços
  • Medidas de contração fiscal

Consequências

  • Recessão
  • Queda de 10% do PIB
  • Aumento do desemprego
  • Queda dos salários
  • Impeachment do presidente Collor

Governo Itamar

Apesar de controvertido, abriu espaço para uma reforma que tomava partido da reestruturação comercial.

BNDES

Teve papel fundamental no período 1980-90, pois fazia:

  • linhas de financiamento direcionadas a indústrias com melhor resultados em termos de competitividade
  • Contec, para pequenas empresas
  • Finamex, fomentar fusões e incorporações
  • PND (Programa Nacional de Desestatização)

Estratégia:

  1. modernizar a estrutura produtiva
  2. ampliar a capacidade produtiva para atender a demanda interna e externa
  3. investimento nos setores em defasagem desde a década de 1980 (transportes, telecomunicações, etc)

“Esses investimentos visavam a redefinição do papel do Estado, que agora aparecia em parceria com a iniciativa privada”

Consequências:

  • Demissões em todos os níveis hierarquicos (ajustes produtivos) que permitiu uma reestruturação de todo o processo administração
    • técnicas administrativas mais modernas
    • especialização
    • terceirização e desverticalização
  • Empresas deficientes faliram

Privatização

Na década de 1980, houve reprivatizações.

No PND (pós-1990), houveram outras privatizações (1a foi USIMINAS).

Entre 1993 e 94, privatizou-se todo o setor siderúrgico.

A partir de 1995, privatizações viraram prioridade. Setores de Transporte, Eletricidade e Telecomunicações entraram no pacote (inclusão da Vale do Rio Doce foi uma surpresa).

Vulnerabilidade Externa

Pelo passivo externo acumulado (ver os por quês da Abertura Comercial na introdução).

Aumento de 1,6% para 33% no déficit do Balanço de Pagamentos:

  • Sobrevalorização do Real, fez aumentar as importações em ritmo superior ao das exportações
  • Déficit na Balança de Serviços

Em 1999, mudamos nossa Política Cambial que reduziu o problema sem que voltasse a inflação.

Como financiamos o déficit na segunda metade da década de 1990?

  • Fluxo dos investimento diretos estrangeiros (2o maior receptor de investimentos do mundo, depois da China)
  • Privatizações
  • Emergência do MERCOSUL

“Temia-se que os novos investimentos estivessem financiando viagens para o exterior e superfluos”

“Havia um excesso de investimentos em bens de consumo duráveis”

Críticas

  • Câmbio sobrevalorizado restringia investimentos
  • Vulnerabilidade externa (deficit em Conta Corrente)
  • Aumento da poupança externa financiaria consumo e não investimento
  • Esforço de arrecadação (carga tributária aumentou de 26% para 30%)

“Maioria dos problemas se resolveu com a flexibilização do regime cambial, da taxa de juros, mas o elevado passivo externo e a elevada dívida interna continuou pautando o debate”

Comments
One Response to “Economia Brasileira 1990-dias de hoje (Bullets)”
  1. Karol disse:

    Ta perfeito! xD

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