FATORES DE PODER

Armas Nucleares

Foi em 1945 que elas vieram à luz, e desde então estruturam as RI, alem de ter modificado completamente a colocação das situações de guerra e paz.

Foram feitas pelos EUA dentro do programa Manhattan, por medo de que os Alemães fizessem primeiro.

No início, os Estados Unidos usaram as armas nucleares como se fossem qualquer arma, nos mesmos cenarios em que usariam as armas comuns, dentro do principio do “a bigger bang for less buck”. O conceito de dissuasão se desenvolve nos anos 50, quando o potencial de destruição atomico passa a assegurar a paz, como no famoso diatado romano ” aquele que quer a paz se prepara para a guerra”. Nunca a paz foi tão querida quanto na guerra fria. O que muda na dissuasão atômica é seu carater radical: é ou tudo ou nada.

E as regiões dentro da esfera da dissuasão nuclear realmente não conheceram guerra nas últimas décadas.

A URSS faz seus primeiros testes atomicos logo em 49, mas ainda não tem meios de transportar suas ogivas até o territorio americano. Washington está em vantagem pois suas bases europeis estão perto o suficiente para que suas ogivas nucleares alcancem a URSS.

A OTAN (segundo Hobsbawn os ocidentais eram sempre os mais agressivos) adota uma estrategia agressiva de reresalias, se Moscou atacasse a Europa ocidental com um palito de dentes, a espeosta seria destruição em massa.

Em 1957 a URSS desenvolveu a tecnologia de misseis de longa distancia. Evitando ter que sacrificar Chicago para salvar Bonn ou Roma, em 1962 a OTAN adota uma nova estratégia, a “resposta gradual”.

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RESPOSTA GRADUAL

Flexible response was a defense strategy implemented by John F. Kennedy in 1961 to address the Kennedy administration’s skepticism of Dwight Eisenhower’s New Look and its policy of Massive Retaliation. Flexible response calls for mutual deterrence at strategic, tactical, and conventional levels, giving the United States the capability to respond to aggression across the spectrum of warfare, not limited only to nuclear arms.

Direct defense: In case of a conventional Soviet attack (meaning non-nuclear or this would be considered a first strike) initial efforts would be to try and stop the Soviet advance with conventional weapons. This meant that the foreseen Soviet attack on West-Germany would be tried to be forced to a halt by NATO’s European forces, Allied Command Europe.
Deliberate Escalation: This phase was entered when conventional NATO forces were succumbing under the Soviet attack. This was actually expected as intelligence indicated Soviet divisions outnumbered NATO divisions by far. In this phase NATO forces would switch to a limited use of nuclear weapons, such as recently developed tactical nuclear weapons (like nuclear artillery).
General Nuclear Response: This was the last phase or stage which more or less corresponded to the mutual assured destruction scenario, meaning the total nuclear attack on the Communist world. If the Soviets had not already done so, this would make them switch to all-out attack as well.

No final do dia, isso tudo queria dizer que era possivel que houvesse uma guerra nuclear em territorio europeu. Agora, elas não eram mais apenas armas de dissuasão, mas também armas de combate.

A França decide usar de seus proprios meios e constroi a bomba, ate mesmo para evitar novas humilhações como a situação de Suez, além de garantir sua defesa, com o principio da “dissuasão proporcional”. Para que fosse respeitada como player, a frança entendeu que tinha qie ter a bomba e ser capaz de causar danos graves nos territorios agressores.

Entendida como fator definitivo de poder, URSS e EUA se lançam numa corrida armamentista nuclear descontrolada.

O risco é tão grande que elas mesmas decidem que é hora de implementar algum ipo de Arms Control, fechando em 72 e 79 os dois acordos SALT e de 91 a 93, o START (Strategic Armaments Reduction Talks)

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SALT

The Strategic Arms Limitation Talks refers to two rounds of bilateral talks and corresponding international treaties involving the United States and the Soviet Union-the Cold War superpowers—on the issue of armament control. There were two rounds of talks and agreements: SALT I and SALT II. A subsequent treaty was START.

SALT I froze the number of strategic ballistic missile launchers at existing levels, and provided for the addition of new submarine-launched ballistic missile (SLBM) launchers only after the same number of older intercontinental ballistic missile (ICBM) and SLBM launchers had been dismantled.

The U.S.’s total number of missiles had been static since 1967 at 1,054 ICBMs and 656 SLBMs, but there was an increasing number of missiles with multiple independently targetable reentry vehicle (MIRV) warheads being deployed.

SALT II helped the U.S. to discourage the Soviets from arming their third generation ICBMs of SS-17, SS-19 and SS-18 types with many more MIRVs. In the late 1970s the USSR’s missile design bureaus had developed experimental versions of these missiles equipped with anywhere from 10 to 38 thermonuclear warheads each. Additionally, the Soviets secretly agreed to reduce Tu-22M production to thirty aircraft per year and not to give them an intercontinental range.

Six months after the signing, the Soviet Union deployed troops to Afghanistan, and in September of the same year senators including Henry M. Jackson and Frank Church discovered the so-called “Soviet brigade” on Cuba[citation needed]. In light of these developments, the treaty was never formally ratified by the United States Senate.

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START

As duas superpotencias não conservaram o monopólio dos armamenttos nucleares. Em 1952 o reino unido entrou no clube nuclear, seguido pela França em 60 e pela Chna em 64.

Para lutar contra a proliferação nuclear, o TNP é assinado em 1968. De arcordo com esse tratado, os detentores de tecnologia nuclear militar se comprometem a não passar essa tecnologia a diante, a outra coisa eh que os estados não possuidores de armas nucleares se comprometem a não adquiri-las ou desenvolve-las.

Vários estados se recusaram a assinar esse tratado. Em seguida, alguns deles oficiosamente se dotaram de armas nucleares, como Israel, India e Paquistão, que em 1998 fizeram testes atomicos. A Africa do Sul, que possuia um pequeno arsenal, o desmantelou com a queda do Apartheid.

Argentina, Brasil, Algeria, Coreia do Sul e Taiwan renunciaram ao desenvolvimento de armas nucleares.

O Iraque, apesar de signatario do TNP, tentou desenvolver armas nucleares clandestinamente após a guerra do golfo. A Coreia do Norte é outro desses estados.

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