II CUPULA DE CHEFES DE ESTADO DA AM. LAT E CARIBE – temas.

HONDURAS

O ministro das Relações Exteriores de Honduras, Mario Canahuati, afirmou, neste domingo, que o país já restabeleceu relações diplomáticas com 29 países que haviam rompido com Tegucigalpa após a deposição do ex-presidente, Manuel Zelaya, em junho passado.
Em entrevista ao jornal hondurenho El Tiempo, o chanceler do recém eleito presidente Porfírio Lobo disse que apenas dez países com os quais Honduras costumava manter relações com representação diplomática não retomaram os laços com Tegucigalpa após a posse do novo governo.
Entre esses países estão o Brasil, o Uruguai, o México, a Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Paraguai, entre outros.
Na  II Cupula de chefes  de Estado, o governo brasileiro pretende defender a retomada de diá´logo, desde que o novo presidente Porfirio Lobo garanta o cumprimento de princípios democráticos no país, entre outros.

ILHAS MALVINAS

Porta-voz oficial da Argentina para a questão das ilhas Malvinas (chamadas de Falklands pelos britânicos) disse que o país vai buscar apoio internacional dos vizinhos para tentar reverter a exploração de petróleo por parte do Reino Unido no arquipélago.

“Estou certo de que não haverá problema para coordenar com nossos países irmãos esta decisão tomada pela Argentina”, disse o deputado Ruperto Godoy, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

No próximo fim de semana, os países do Grupo do Rio, que reúne diversos países da América Latina e do Caribe, se reúnem em Cancún, no México, e o deputado disse não ter “a menor dúvida de que a Argentina encontrará solidariedade de todos os países”.

“Existe especificamente uma decisão da ONU que diz que as partes têm de se abster de tomar decisões unilaterais que modifiquem a atual situação até que não se discuta e se resolva o tema da soberania deste território”, afirmou Godoy.

Como resposta ao que chamou de ação “unilateral” e “agressiva”, a Argentina emitiu nesta semana um decreto exigindo que todos os barcos que transitem entre o continente e as Malvinas peçam autorização prévia às autoridades argentinas.

O governo argentino também disse que levará o tema à Organização das Nações Unidas (ONU), em uma reunião entre o chanceler do país, Jorge Taiana, e o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

As disputas entre a Argentina e o Reino Unido envolvendo as ilhas Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que o país está fazendo “todos os preparativos necessários” para proteger sua soberania sobre sua possessão.

Brown, porém, disse que não planeja o envio de um reforço militar à região e afirmou que espera que prevaleçam “discussões sensatas” com Buenos Aires.

O porta-voz argentino Ruperto Godoy disse que seu país quer “sentar para dialogar”. “Quero deixar claro que nossas ações serão diplomáticas, de reivindicações, de protestos, mas de maneira alguma pensando em uma possibilidade de confronto com o Reino Unido”, afirmou. Godoy acrescentou que uma “relação plena” com a Grã-Bretanha só será possível “a partir da definição de uma questão que hoje está em controvérsia e que aparentemente querem encobrir, a disputa de soberania” sobre as Malvinas/Falklands.

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