Modelos Culturais

O mundo se dividiu em espaçõs geopolíticos sumbmissos a influências linguísticas e culturais dominantes.  Nas Nações Unidas, língua e cultura estão no coração dos jogos de influência e poder. Os 5 membros oermanentes do Conselho de Segurança se beneficiam de direitos linguísticos provilegiados, apesar de não exclusivos.

Duas grandes estratégias culturais se opõem: enquanto a França se aopia no estado para manter confortável sua influência no exterior, os países de língua inglesa usam o mercado. Seu modo de vida e sua língua chegam junto com suas empresas, técnologias e produtos.

A França contruiu um complexo ferrramentário destinado a garantir a difusão de suas idéias, sua língua e cultura pelo mundo. Alguns organismos: Agência para ensino do francês no estrangeiro,  Radio France Internacional, Banco de Imagens Canal France Internacional, France 24, Aliança Francesa, Centros culturais, Associação Francesa de acção artística.

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DESAFIOS  ESTRATÉGICOS EM CULTURA NO BRASIL
Texto do site da Unesco

O objetivo de desenvolvimento do Brasil é adotar estratégias de desenvolvimento capazes de respeitar e promover a diversidade cultural, o direito à cultura, o diálogo intercultural, a cultura de paz e a preservação do patrimônio cultural.
Brasil concilia desenvolvimento com superação das desigualdades socioculturais.
Brasil concilia a preservação do patrimônio cultural com os novos processos de desenvolvimento.

Objetivos Estratégicos do Biênio 2008-2009:
•    Desenvolvimento de materiais de apoio ao ensino religioso no Brasil. Fortalecimento do Programa Diálogo Interreligioso.
•    Estímulo à reativação do Programa Rota do Escravo no Brasil e sua contribuição à implementação da Lei nº 10.639/03.
•    Valorização do papel das comunidades de migrantes na formação sociocultural de Brasília. Ampliação do diálogo entre Sítio Patrimônio Mundial de Brasília e seu entorno. Sistematização de estudos sobre o processo de migração.

Resultados esperados:
•    Principais atores do governo e da sociedade civil articulando ações para a utilização de conteúdos de referência para o ensino religioso e de cultura e história afro-brasileira.
•    Programa Rota do Escravo restabelecido no Brasil.
•    Quadro de referência (framework) desenvolvido para articulação de ações de valorização da diversidade sociocultural em comunidades de migrantes no Sítio Patrimônio Mundial de Brasília e seu entorno.
Produtos:
•    Publicação de referência para professores e editores, contendo parâmetros para ensino religioso.
•    Proposta editorial sobre história e cultura afro-brasileira.
•    Proposta de cooperação do Comitê para a implementação da Lei nº 10639/03.
•    Desenho do quadro de referência.
•    Instituição do grupo de trabalho entre o setor público e privado.
Atividades:
•    Desenvolver conteúdos, material de apoio e propostas de linha editorial.
•    Promover reuniões com principais parceiros.
•    Promover reuniões para restabelecimento do comitê.
•    Lobbying.
•    Promover debates com dirigentes e sociedade.
•    Realizar pesquisas e estudos.
•    Realizar mostras e exibições.
Parcerias:
ISER, MinC, MEC, Comissão Nacional da UNESCO no Brasil, UNESCO Culture Sector/Intercultural Dialogue Unit, Comitê Brasileiro do Programa Rota do Escravo, Cinco unidades programáticas da UNESCO no Brasil, GDF, IPHAN.
Baseado no segundo desafio de desenvolvimento da cultura no Brasil, a UNESCO estruturou o seguinte objetivo estratégico:
•    Convenção de 1972 e Declaração de 2001: Contribuição com a concepção de políticas públicas para a conservação integrada e sustentável de centros  históricos, com ênfase na recuperação da função habitacional e na identificação de novos instrumentos urbanísticos que viabilizem a participação do setor privado (agencia privada de interesse público).
•    Apoio aos estudos necessários à criação do Centro de Formação em Patrimônio Mundial para a América Latina.
•    Desenvolvimento de estratégia para viabilizar a ratificação, pelo Brasil, da Convenção para a Proteção do Patrimônio Subaquático, 2001.
•    Capacitação em Museus e Convenção 1970. Implementação de programa de educação a distância para gestores de museus, tendo como público-alvo estados e municípios brasileiros e países africanos de língua portuguesa.
•    Convenção 2003 Apoio ao desenvolvimento de metodologias para os Planos de Salvaguarda previstos pela Convenção de 2003, com vistas a compatibilizar perspectivas de desenvolvimento com a salvaguarda de valores culturais de comunidades tradicionais.
•    Aprofundamento, em estados e municípios, dos processos de capacitação em gestão do Patrimônio Imaterial já iniciados.
•    Documentação de culturas e línguas indígenas, em conformidade com as metodologias de documentação linguística do programa Dobes.
•    Convenção 2005 Desenvolvimento de estudos setoriais sobre um conjunto selecionado de atividades econômicas de base cultural, abordando a dinâmica produtiva dos vários segmentos, com vistas à identificação de linhas de promoção e fomento que favoreçam a economia da cultura e a promoção do patrimônio cultural.
•    Desenvolvimento de conteúdos de suporte à promoção turística dos bens culturais brasileiros, sob a ótica da diversidade cultural, com vistas à promoção desses bens, ao tratamento ético dos valores culturais nos projetos do setor turístico e ao combate aos estereótipos.
•    Apoio ao desenvolvimento de pesquisas de demanda no campo do turismo cultural.
•    Estatísticas culturais. Apoio ao desenvolvimento de pesquisas e estatísticas culturais em cooperação com IBGE e Ipea, sob a ótica do UNESCO  Framework for Cultural Statistics 2009.
•    Desenvolvimento de metodologias, à luz do FCS, de pesquisas qualitativas voltadas para a apreensão da relação entre patrimônio imaterial e desenvolvimento.
Resultados esperados:
•    Novas estratégias de gestão sustentável do patrimônio cultural incorporada pelos gestores públicos.
•    Novos conhecimentos sobre o patrimônio imaterial aportados e incorporados às práticas de gestão.
•    Novos insumos para promoção e proteção da diversidade cultural brasileira disponibilizados.
Produtos:
•    Modelo institucional e financeiro para reabilitação de áreas urbanas de interesse histórico-cultural.
•    Plano de Gestão e modelo de governança para o Centro Histórico de Salvador.
•    Estudo de modelo de agência de desenvolvimento para retomada do processo de reabilitação do Centro do Rio de Janeiro.
•    Projeto do Centro de Formação em Patrimônio Mundial.
•    Estudos comparativos entre a legislação brasileira e a Convenção.
•    Difusão do filme Convenção da UNESCO para a proteção do patrimônio cultural  subaquático.
•    Curso a Distância sobre Gestão de Museus tendo como público-alvo gestores de estados e municípios brasileiros e de países africanos de língua portuguesa.
•    Quatro Planos de Salvaguarda de comunidades indígenas em situações culturais e sociais diversificadas.
•    Seminário internacional sobre metodologias para Planos de Salvaguarda.
•    Difusão de resultados das metodologias de PS para estados brasileiros.
•    Curso sobre Planos de Salvaguarda.
•    Tratamento documental de acervos de línguas e culturas indígenas pertencentes a linguistas brasileiros e ao Museu do Índio.
•    Projetos de documentação linguística em 12 comunidades indígenas (elaborados em 40%).
•    Estudo sobre trocas internacionais de bens e serviços culturais brasileiros.
•    Diagnóstico e planejamento setorial para os setores da moda, design e animação no Brasil.
•    Estudo sobre a legislação da cultura e seus impactos na economia da cultura.
•    Diagnóstico da oferta de capacitação e formação profissional para a economia da cultura.
•    Cadernos Roteiros da Cultura Brasileira (Bossa Nova (elaborado), Arte Popular, Arquitetura Moderna no Brasil, Saberes Tradicionais e Culinária, Sítios históricos, Brasil afro.
•    Perfil de demanda turística por categorias de roteiros.
•    Idecult – Índice Municipal de desenvolvimento Cultural (concluir e divulgar).
•    Lançamento do Observatório deEstatísticas de Cultura IPEA UNESCO (conceber e lançar).
•    Desenho de metodologia de pesquisa que relacione Patrimônio Imaterial ao Idecult.
Atividades:
•    Desenvolver estudos comparativos.
•    Identificar e avaliar experiências internacionais.
•    Promover debates e discussões entre os parceiros.
•    Promover reuniões para preparação do estudo de viabilidade.
•    Organizar debates na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal.
•    Legendar filme sobre a Convenção da UNESCO para a proteção do Patrimônio cultural subaquático.
•    Organização de conteúdos e formato do curso.
•    Promover curso e seleção de participantes.
•    Acompanhar o curso.
•    Identificar e avaliar metodologias de Planos de Salvaguarda.
•    Organização de conteúdos e formato do curso.
•    Promoção do curso e seleção de participantes.
•    Acompanhamento do curso.
•    Reunir e articular parceiros.
•    Definir diretrizes para produção de conteúdo por tema.
•    Promover reuniões de avaliação de resultados.
•    Pomover debates com principais parceiros.
•    Realizar pesquisas e estudos.
Parcerias:
BNDES, IPHAN, BID, Governo do Estado da Bahia, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro, Entidades empresariasis do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Maranhão, Prefeitura de São Luís, Fundação Getulio Vargas, WHC, SAB, MAE, Centro de Estudos Par Sub Bahia, DUO, UNESCO UNESCO Culture Sector/Museums Unit, UNESCO Culture Sector/Intangible Heritage Unit, Escritórios da UNESCO nos países de língua portuguesa, FUNAI, MME, Governos estaduais, Prefeituras de capitais de Estados, Museu do Índio, UFRJ, Museu Goeldi, Max Planck Institute, Fundação Banco do Brasil, Embratur, Docomomo Brasil, UnB, Empresas de Turismo, IBGE, IPEA, UNESCO Institute for Statistics/Culture.
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INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS DA UNESCO EM CULTURA QUE PODEM AJUDAR O BRASIL:
Instrumentos legais internacionais em Cultura em português:
2005 – Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (PDF, 385 Kb)
2003 – Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (PDF, 63 Kb)
2001 – Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (PDF, 43 Kb)
1972 – Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural (PDF, 80 Kb)
1970 – Convenção Relativa às Medidas a Serem Adotadas para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais (PDF, 77 Kb)

O ministro da cooperação mantém uma ligação particular com as ex-colonias. Desde 74, as cúpulas anuais reunem os responsáveis africanos e franceses. A frança garante ajuda cultural econômica e financeira, militar, em troca do apoio deles à manutenção do francês como língua institucional internacional.

Uma concertação francofônica maior se coloca dificil, com as hesitações canadenses e dos outros paises francofonicos da africa e da europa. A reorganização improvisada do audio-visual francês em 2008 não foi bem recebida pelos barceiros belgas, suissos e canadenses da TV 5.

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DEPARTAMENTO CULTURAL DO ITAMARATY

O Departamento Cultural do Itamaraty é importante instrumento da diplomacia brasileira e desempenha uma variedadede de atribuições que contribuem para a maior aproximação do Brasil a outras nações. Basicamente, o DC tem por função auxiliar a divulgação, no exterior, da cultura brasileira, e, em particular, da língua portuguesa falada no Brasil. Além disso, ocupa-se do relacionamento do País com as instituições multilaterais de natureza cultural. Essas tarefas são levadas a efeito pelas seis Divisões do Departamento: Divisão de Promoção da Língua Portuguesa (DPLP), Divisão de Operações de Difusão Cultural (DODC), Divisão de Acordos e Assuntos Multilaterais (DAMC), Divisão de Temas Educacionais (DCE), Coordenação de Divulgação (DIVULG) e Divisão de Promoção do Audiovisual (DAV).

Por meio de suas Divisões, o Departamento Cultural negocia acordos, desempenha atividades de organização e estabelece contatos com vistas à realização de eventos culturais. Com base em sugestões da rede de Embaixadas e Consulados, uma programação de iniciativas no exterior é examinada e definida no início de cada ano, levando-se em conta, entre outros fatores, as prioridades da política externa brasileira. O Departamento presta também apoio a eventos realizados no Brasil, tais como festivais e bienais.

No âmbito das relações bilaterais, cabe ao Departamento Cultural negociar, nas comissões mistas periódicas, os programas de trabalho para implementação dos acordos culturais existentes. Também é da sua competência o acompanhamento e a orientação da rede de Institutos Culturais e Centros de Estudos Brasileiros no exterior e o repasse dos recursos necessários às atividades de divulgação cultural. No âmbito multilateral, cabe destacar a atuação brasileira na Unesco.

Em 1991, a Espanha instituiu o Instituto Cervantes para favorecer o aprendizado da lingua espanhola, lançou a TVE Internacional, Reenforçou seus meios de radio exterior e se reuniu com portugal em cúpulas íbero-americanas. Desde 91 satélites espanhóis garantem as trocas televisivas entre esses países.

A Alemanha, desde a unificação, começou uma política cultural mais agressiva. Ela se esforça para que o Alemão ocupe o mesmo lugar que o Francês e o Inglês dentro das instituições comunitárias. Ela consegue manter uma identidade cultural alemã na Polônia  e na Russia, além de ter im canal de televisão global, o Deutchewelle. A Turquia percebeu a oportunidade oferecida pela desintegração da URSS de se dotar de ferramentas que permitiriam que  exercesse influência cultural nos estados turcofônicos do Cáucaso e Ásia central. A televisão de estado creiou um canal internacional – Awrasiae 10.000 bolsas foram postas a disposição de esturantes destes países.

Se os EUA dispõe de um serviço cultural exterior, sua vocação essencialemtne propagantistica perdeu a razão de ser. (raison d’etre). desde o desaparecimento da URSS.  No dia seguinte a segunda guerra mundial, a ajuda americana a europa e a franca continha uma clausula  de abertura  de mercado cinematografico dos paises europeus. Em 1983  os Estados Unidos saíram da Unesco (voltaram em 2003) no momento que a organização cultural das nações unidas  pretendiam abrir negociações  sobre uma nova ordem mundial da informação e da comunicacão.

A Nova Ordem Mundial da Informação e Comunicação é um projeto internacional de reorganização dos fluxos globais de informação por meio de diversas ações de governo e do terceiro setor.

A iniciativa foi lançada no início dos anos 1970 pelo movimento dos Países Não-Alinhados e recebeu o apoio da Unesco. Em 1977, uma comissão internacional desta organização inicou um estudo sobre os problemas da Comunicação no mundo e produziu três anos depois um documento — o Relatório MacBride — propondo mudanças e estratégias para redistribuir e equilibrar os fluxos de informação entre países ricos e subdesenvolvidos. No entanto, a forte oposição por parte das organizações privadas de mídia, a partir de então, acabou relegando o projeto ao esquecimento. Nas décadas seguintes, a Unesco praticamente substituiu a NOMIC em sua agenda política por outros temas, como democratização da comunicação, sociedade da informação e inclusão digital.

A vantagem industrial adquirida pelas grandes sociedades cinematograficas americanas permitiu, graças a uma abertura comercial crescente, que eles conseguissem uma posicão dominante nos mercados do velho continente.

Os pequenos estados sem tradição cultural se acomodam em uma situação onde, por exemplo, um quarto das aulas das universidades holandesas são ministrados em inglês. Em algumas multinacionais europeias, a lingua oficial é o inglês. Aas exigências de quotas européias em matéria de televisão não são aceitas por operadores de vários paises, que preferem comprar os enlatados americanos, mais baratos e que garantem altos ibopes. Esses canais sofrem pressão de seus governos para investir em produções locais.

As interações culturais são cada vez mais complexas e contraditórias. Na frança, onde a cultura é questão de governo, quotas a favir de produções europeias, o conselho da europa encoraja co-produções entre frança e RFA e  Espanha, e a expansão da difusão de sinal para a europa do leste, marrocos e mexico. Em 93, treze canais publicos europeus constituiram o Euronews, que difunde em 5 línguas informação contínua.

Essas convergências não modificaram os fluxos culturais vindos dos EUA que continuam esmagadoramente dominantes.

A explisão da internet brutalmente acentuou o desequilibrio, Mias de 50% das trocas internéticas são feitas em inglês e tem por origem servidores norte-americanos. Quem fez marola na hegemonia americana foram os japoneses, quando deicidram voltar suas producões para o mercado americano e obtiveram sucesso.

Juntamente com a ameaça japonesa, a explosão de asiáticos nas faculdades americanas chama a atenção. Eles conseguem entrar nos cursos superiores mais cotados. Latinos também.  Um projeto de lei pretende estabelecer que o inglês é a língua oficial em todo os Estados Unidos, em oposicão a voltade de suas minorias latinas.

O choque das civilizações trabaha com a hipotese de um novo mundo, sem conflitos de ordem ideologica e economica. As grandes disputas serão as culturais.

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